Este livro é
fruto de uma pesquisa de 10 anos feita pelo autor. São 430
páginas de muita informação para os fãs que desejam saber
pratica- mente todos os principais fatos
da vida de Elvis.

Em
2005 o livro foi re-lançado com nova capa e com um título
simplifi- cado, "ELVIS". O livro
foi atualiza- do e revisto e pode ser
adquirido também pelo próprio autor.


|
ELVIS
- MITO E REALIDADE (Maurício Camargo Brito)
-
Conheci
pessoalmente Maurício Camargo Brito em um encontro da Gang'
Elvis em 2003 e recebi dele o material sobre o seu livro. Para
mim (Marcelo Neves) foi uma oportunidade de conhecer uma pessoa
bastante simpática, um ótimo escritor e é claro, conhecer
alguém que foi ao show de Elvis, é realmente fabuloso. Natural
de Mogi Mirim - SP, embora formado em Odontologia pela USP
dedica-se ativamente à música desde garoto, já como
guitarrista de "Os Lunáticos" grupo instrumental
preferido nos shows e gravações de vários intérpretes da
então Jovem Guarda. Mais tarde formou o original conjunto
"American Graffitti, o que o levou a lançar o seu livro
"Elvis - Mito e Realidade. Foi um dos criadores da São
Paulo Elvis Presley Society e um dos raros brasileiros que
presenciaram Elvis pessoalmente, inclusive tocando com músicos
de Elvis, adquirindo e aperfeiçoando cada vez mais seus
conhecimentos e execução ao piano nas origens do rock. Seu
original estilo nas diversas Jazz Bands ou como pianista solo ou
mesmo convidado para tocar com outros renomados nomes do blues,
do rock e até gospel. Fez com que a MM vídeo editasse a
vídeo/aula "Teclado - Origens do Rock'n'Roll, Blues,
Boogie Woogie e Rhythm and Blues", na qual seu toque e
explanações estão devidamente registrados. A Secretaria da
Cultura da Cidade de São Paulo o escolheu como pianista do
grupo instrumental efetivo do evento "30 anos da Jovem
Guarda" Seus solos instrumentais e seus depoimentos estão
imortalizados no Museu da Imagem e do Som. Depois de gravar com
vários nomes consagrados do Rock, agora com o codime Morris
Britt, teve editado na Europa o seu próprio CD "O Boogie
do Milênio". Mauricio Camardo Brito vem promovendo
palestras em clubes e escolas sobre Elvis, Blues e as origens do
rock e continua sendo um instrumentista de escolha nos shows e
gravações de intérpretes consagrados de sucessos dos anos 50
e 60.
-
-
SOBRE O LIVRO - ELVIS MITO
E REALIDADE
-
(escrito e autorizado por
Mauricio Camargo Brito)
-
-
"...o show começou com
atraso naquele 29 de novemvro de 1976. Foi após as 21 hs que
finalmente as luzes se apagaram e anunciada pelos alto-falantes,
a afinada orquestra Hot Horns do maestro Joe Guercio arrepiou a
platéia com um vribante e moderna versão da Quinta Sinfonia de
Beethoven. Em seguida, o ótimo quarteto Stamps, liderado por
J.D. Sumner e sua incrivel voz de baixo, cantou vários
sucessos. A vocalização e coreografoa feminina do grupo Sweet
Inspirations completaram a introdução musical, antes que um
comediante fizesse rir durante um quarto de hora a maioria dos
que lotavam o Cow Palace, monumental ginásio de São Francisco.
E nessa imensidão de concreto estava eu, incrédulo, prestes a
realizar o sonho que há duas décadas vinha alimentando não
só a minha ilusão mas também a de milhões de pessoas por
todo o planeta: ver e ouvir Elvis Presley ao vivo. Nos
minutos que antecediam a esplendorosa entrada do Rei do Rock
meus pensamentos viajaram aos anos dourados da infãncia, aos
bons tempos de criançada lá no bairro da Liberdade na então
menos poluida e mais romântica São Paulo, vibrava ao som de
Tutti-Frutti nas rádios. Embora ainda frequentando o curso
primário já eramos envolvidos pela elvismania. Como explicar
tal obsessão? Afinal Elvis Presley não era mais um daqueles
cantores estrangeiros? Mas diziam também ser um tipo esquisito,
de roupas e cabelos extravagantes, vistosas costeletas e que
remexia os quadris enquanto cantava. Comentava-se que fora
caminhoneiro antes de gravar discos. Era o que sabiamos além de
adorar seu jeito de cantar. Ninguém havia noticiado que o cara
mesclava a música caipira branca, o blues dos negros e alguma
coisa do pop comtemporâneo, mistura já conhecida como
Rock'n'Roll, mas que vinha cusando tremendo furor em seu pais
desde que o saudoso band-leader Tommy Dorsey em janeiro de 1956
arriscou apresenta-lo na televisão, levando ao ar para todo os
Estados Unidos, seu requebro debochado e contundente. A garotada
brasileira sequer poderia imaginar o que acontecia lá na
America do Norte. Muito menos os detalhes que iriam moldar a
meteórica carreira daquele que tornar-se-ia o maior fenômeno
musical de todos os tempos como por exemplo o interesse imediato
de hollywood para a realização do faroeste Love me Tender no
qual os fãs puderam ver o idolo nas grandes telas, sem prever
que este seria o primeiro de uma série de mais de 30 filmes em
sua maioria campeões de bilheteria. Os cachês milionários
para apresentações no show de TV de Ed Sullivan, imbativel na
audiência das noites de domingoacabaram por consolidar sua
posição de monarca da música pop. Um rei que veio de uma
casinha humilde do Mississippi para uma mansão em Memphis, cujo
trono não foi ameaçado com a convocação paea servir às
Forças Armadas na Alemanha em 1958, em meio à Guerra Fria. As
minha lembranças são interrompidas pelos gritos de vendedores
circulando pelo Cow Palace oferecendo souvenirs elvisticos,
posters, quadros, flâmulas, revistas, a preços nem sempre
generosos para uma platéia impaciente. Confesso que eu não
compartilhava a ansiedade com a multidão. Afinal, pouco mais de
48 horas antes , uma ensolarada manhã de sábado, estava
despedindo-me de amigos no velho aeroporto de Congonhas em vias
de enfrentar uma exautiva viagem até a não menos radiante
California. As recordações persistem. Lembro agora que não
apreciei o estilo que Elvis adotara após o exército, assim que
retornou ao estrelato, gravando "O sole mio" uma ária
de ópera agora como "It's Now or never". Já era a
década de 60 e enquanto os Beatles deitavam e rolavam com
inovações, o genuino Rei do Rock apoiava-se em filmes e mais
filmes de produção barata, em uma média de três por ano.
Isso só mudaria no final de 1968 com um ótimo show de TV que
marcou uma espécie de retorno às raizes, ao verdadeiro
Rock'n'Roll, embora nos anos seguintes resolvesse atuar como um
entertainer dos hotéis / cassinos de Las Vegas. Silêncio total
na imensidão do Cow Palace. As luzes se apagando, uma a uma, e
eu retorno a realidade. A orquestra emitindo os primeiros
acordes do imponente "Also Sprach Zarathustra",
prenunciando a triunfal entrada do astro. Agora o som poderoso
dos metais não conseguia sobrepujar a gritaria da platéia e
quando ele surgiu, o espoucar de milhares e milhares de flashes
das objetivas do público em meio a escuridão, proporcionavam
um espetáculo de luz e som que ninguém mais poderia esquecer. Era
Elvis Presley ao vivo! Seriam mais de 60 minutos de histeria
generalizada sob sucessos e sucessos de três decadas. E eu
satisfeito pela realização do velho sonho - agora um sonho
irrealizável.
FAÇA PEDIDOS PARA O LIVRO
ELVIS - MITO E REALIDADE
e-mail: macbrito@bol.com.br
|